7 de nov. de 2008

As vinte doutrinas da salvação

As (pelo menos) vinte doutrinas da salvação são as seguintes:

1) A doutrina do pecado (Rm 3.23; 5.12,20), pois o pecado é a causa da perdição da humanidade.

2) A doutrina da graça de Deus (Tt 2.11; 3.4), haja vista ser a graça a salvação quanto ao seu alcance.

3) A doutrina da expiação pelo sangue (Lv 17.11), uma vez que a expiação implica salvação quanto ao pecado.

4) A doutrina da redenção (Ef 1.7), que trata da salvação quanto ao pecador.

5) A doutrina da propiciação (Êx 32.30), que enfatiza a salvação como um ato benevolente de Deus.

6) A doutrina da fé salvífica (Ef 2.8), que trata do meio requerido por Deus para salvar o homem.

7) A doutrina do arrependimento (Mc 1.14,15), que está intimamente ligada à doutrina da fé salvífica.

8) A doutrina da confissão (Rm 10.9,10).

9) A doutrina do perdão dos pecados (Cl 3.13).

10) A doutrina da regeneração espiritual (1 Pe 1.3; Tt 3.5), que aborda o que ocorre dentro do pecador ao receber de Deus a salvação.

11) A doutrina da imputação da justiça de Deus (Gn 15.6; Rm 4.2-11; 5.13; 2 Co 5.19; Fm v.18; Tg 2.23).

12) A doutrina da adoção de filhos (Gl 4.5,6).

13) A doutrina da santificação do crente (1 Co 6.11; 2 Co 7.1), isto é, a santificação posicional, “em Cristo”, e também a progressiva, no tempo presente.

14) A doutrina da presciência de Deus (1 Pe 1.2).

15) A doutrina da eleição divina (1 Pe 1.2).

16) A doutrina da predestinação (Rm 8.29).

17) A doutrina da chamada para a salvação (Rm 8.30).

18) A doutrina da justificação pela fé (Rm 8.30), haja vista ser a justificação a nossa salvação vista na presença de Deus.

19) A doutrina do julgamento do crente (2 Co 5.10; Rm 14.10), também, e principalmente, relacionada com a Escatologia.

20) As doutrinas da glorificação dos salvos (Rm 8.30) e da salvação nas eras divinas futuras (Ef 2.7; 1 Tm 1.17; Jo 1.29).

Em Cristo,

Pastor Ciro Sanches Zibordi

6 de nov. de 2008

Sobre a vaidade da vida

Eclesiastes - 11 - 7 : 7

Etimologia

Em primeiro lugar vamos ver o que significa vaidade na nossa língua portuguesa: Vaidade, segundo o dicionário Aurélio, é a qualidade daquilo que é vão (fútil, insignificante, que só existe na fantasia, falso, ilusório e inútil), pode ser também um desejo imoderado de atrair a admiração; presunção. No caso aqui deste estudo o que iremos tratar é do primeiro sentido da palavra sem entrarmos no mérito do segundo que realmente não tem ligação com o que o autor nos quer dizer.

Introdução e contexto

O livro de Eclesiastes foi escrito pelo rei Salomão quando ele já estava com uma idade avançada, no final de sua vida. O propósito do livro é o de remover o escândalo causado por ele com a sua idolatria e o seu afastamento de Deus (1Reis11), e para advertir aos mais jovens que não cometessem os mesmos erros que ele houvera cometido (Ec.7:29). Antes de entrarmos no estudo em si, vamos ver alguns aspectos da vida de Salomão que nos ajudarão a entender o que o rei quis dizer quando escreveu o Eclesiastes:

1. Filho do rei Davi com Bate-Seba (2Sam.12:24).
2. Era amado de Deus, Jededias (2Sam.12:25).
3. O seu nome significava “pacífico”, (heb. SHELÔMÕH). Exatamente pela sua característica de pacificador e não de guerreiro conquistador, como foi Davi, é que o templo ao Senhor foi edificado durante o seu reinado em Jerusalém (1Reis 6).
4. Foi criado num lar cheio de problemas morais, tais como: o incesto entre seus irmãos Tamar e Amnom (2Sam.13:1-17), o assassinato de Amnom por Absalão (2Sam.13:23-29), Absalão toma o trono do pai Davi (2Sam.15:1-8), o escândalo criado por Absalão ao deitar-se com as concubinas de seu pai (2Sam.16:20-23) e outros escândalos que envolveram a vida do rei Davi, como o próprio casamento de Davi e Bate-Seba (2Sam.11:26-27). Apesar de seu pai ter sido um ótimo rei, ele foi um péssimo pai que acabou por deixar sua família seguir para um fim trágico.
5. Foi ungido rei e aos vinte anos de idade começou a reinar sobre Israel. (1Reis1:23-40).
6. Começou muito bem o seu reinado pedindo a Deus sabedoria para que julgasse o povo (1Reis3:3-28).
7. Edificou o Templo ao Senhor (1Reis 6).
8. Fez aliança como Senhor (1Reis9:1-9).
9. Cometeu idolatria (1Reis11:1-8).
10. Recebeu a ira de Deus (1Reis11:9-13).

Baseados nestes aspectos, podemos notar que uma boa parte da vida de Salomão – principalmente à partir de sua idolatria ainda na mocidade – foi vivida longe dos desígnios de Deus, fato que nos ajudará a entendermos o que Eclesiastes quer dizer com respeito a vaidade.A palavra vaidade é a chave deste livro e aparece 37 vezes recebendo aqui o sentido de: vapor, sopro, bolha, ou seja, coisa passageira de aproveitamento nulo. E era exatamente isto que Salomão estava sentindo quando escreveu este livro, ele sentia que toda a sua vida tinha sido correr atrás do vento, ou seja sem sentido algum.


As vaidades da vida

Salomão classificou algumas obras suas como sendo vaidade mostrando assim a sua profunda depressão momentânea que não o permitia ver nada de bom naquilo que houvera feito até então:1. a vaidade da possessão (Ec.2:1-11)2. a vaidade da sabedoria (Ec.1:17-18;2:12-17) O saber tornou-se em enfado pelo fato de que acabou não sendo aplicado como devia, o que trouxe condenação.3. a vaidade do trabalho (Ec.2:18-26). O sábio havia perdido a esperança quanto ao futuro de sua posteridade. Ele não havia dado bons exemplos.

Tudo é vaidade?

Se formos observar o escrito de Salomão sem contudo atentarmos para os fatos que o levaram a escrevê-lo, diremos que realmente tudo o que acontece nas nossas vidas, e até o nosso próprio viver é vaidade, é correr atrás do vento. A resposta a esta pergunta é não, nem tudo é vaidade. Salomão escreveu o que escreveu devido ao seu distanciamento de Deus durante os dias da sua mocidade e até aos dias de sua velhice. Não obstante a toda a sua sabedoria para reinar e julgar as questões entre o povo, nem à sua incalculável riqueza, o sábio “não soube aplicar devidamente a sua sabedoria ” no que diz respeito ao seu próprio viver, notando apenas muito mais tarde que sua vida não tinha valor algum distante de Deus. Ele chegou à sua velhice com um sentimento de vazio muito grande; vazio causado por uma vida desregrada e carregada de descompromisso com as verdades divinas que houvera aprendido até então. A vaidade da vida não é a vida em si, mas a maneira com a qual se vive a vida, se vivermos segundo os propósitos de Deus, ainda que sejamos pobres ou incultos em certas áreas teremos uma vida abundante, do tipo que vale a pena ser vivida, pois é uma vida com Deus. Já se porventura optarmos pelo contrário, provavelmente chegaremos ao fim de nossa vida com o mesmo sentimento de vazio que sentiu Salomão, e a vida para nós terá se tornado realmente uma vaidade de vaidade, um correr atrás do vento.

Vida abundante

Já vimos o que levou a Salomão a sentir-se vazio e agora veremos como nós podemos fazer para vivermos abundantemente sem que nossa vida seja uma profunda vaidade de viver. A palavra de Deus nos ensina que vida abundante é só em Jesus (Jo.10:10), e este privilégio todos nós já gozamos, porém devemos colocar em prática esta abundância de viver. Em 1Cor.10:31 encontramos uma fórmula de viver-se abundantemente, que é o dar graças em tudo. Em Ec.12:1 o pregador exorta-nos a lembrarmo-nos de Deus nos dias da nossa mocidade, e este lembrar significa viver constantemente na presença de Deus. Orar, ler a Bíblia, jejuar e testemunhar são as melhores maneiras de se viver na presença do Senhor.

Desafio

Que tipo de vida temos vivido hoje, uma vaidade de viver ou uma vida abundante em Deus? Apesar de não sermos tão sábios quanto o rei Salomão, é necessário que saibamos aplicar a nossa sabedoria para vivermos abundantemente uma vida com Deus, de tal forma que possamos futuramente ou hoje mesmo olharmos para trás e vermos que não corremos atrás do vento e sim termos a certeza de que o nosso viver valeu a pena em Deus

Autor: Alessandro Capelari


Minha Opinião.

Bom vamos lá. Segundo o dicionário nos revela a palavra "Vaidade é o desejo de atrair a admiração das outras pessoas", ou seja, uma pessoa vaidosa cria uma imagem pessoal para transmitir aos outros, com o objetivo de ser admirada. Mostra com extravagância seus pontos positivos e esconde seus pontos negativos.
Vemos hoje em dia muitos dizerem a cerca de vaidade somente nas roupas, adereços, etc. Quando na verdade tudo o que fazemos sem estar voltado em honrar á Deus acaba sendo vaidade.
Vemos também que uma pessoa vaidosa pode ser gananciosa, por querer obter algo valioso, mas é só para causar inveja nos outros, ou através dessa ganancia essa pessoa faz de tudo para ser maior do que o seu próximo, sempre para que ela possa estar no ápice da situação, ou seja, por cima de tudo e de todos.
Analisando a vida de Solomão como no estudo acima, aprendo que tudo que fazemos sendo para Honrar á Deus sendo na Vitória ou na Derrota, não será visto pelos olhos do Senhor como Vaidade e sim como Bênção para a nossa vida.
Portanto nunca faça nada para que as pessoas te coloque em um pedestal mais alto do que os outros, mas faça as coisas somente para que Deus seja colocado nesse pedestal, pois sempre temos que diminuirmos para que o Senhor cresça em nossa vida.
Vaidade então não é nada mais do que uma forma de nos expormos para que as pessoas nos observe sempre, sendo que o único que pode nos observar é o nosso Deus, pois em Salmos 139 diz isso.
Fique com Deus

Ricardo Fabris.

4 de nov. de 2008

Igrejas Cheias de Pessoas Vazias!?

Embora muitas igrejas estejam cheias, inúmeras pessoas ali parecem continuar vazias de sentido de viver.

Recentemente, ouvi o pastor Carlos Alberto Bezerra, dirigente da Comunidade da Graça, falar que há muitas igrejas cheias de pessoas vazias. Uma frase de forte impacto e com muita razão. Ele falava de igrejas que não vivem o sadio Evangelho.
Tenho observado que há mesmo muitas igrejas cheias – considerando aqui igreja como o espaço nobre da vivência do sagrado. É claro que Jesus não morreu pelo espaço e pelos objetos que estão nesse espaço. Mas tenho também observado que, embora muitas igrejas estejam cheias, inúmeras pessoas ali parecem continuar vazias de sentido no viver. Em vez de entregarem não só a alma para Jesus, ainda não lhe entregaram tudo o que têm (negando-se a si mesmas, conforme Lucas 9.23). Antes, estão buscando um Deus de avental, pronto a servi-las com todas as benesses celestiais e principalmente materiais.

São pessoas que não estão dispostas a buscar o arrependimento, o perdão, o abandono de uma vida egoísta e consumista dos bens e riquezas, que foram mal nos negócios, no emprego, que não souberam planejar sua vida e recursos e agora estão na pior. Então, buscam o Deus-panacéia, o Deus-resolve-tudo, tipo um consertador, uma espécie de “clínico geral”.

Muitos líderes e igrejas são oportunistas, pois o mundo, estando cheio de pessoas com esse perfil, fornece os clientes potenciais para rechear o caixa da igreja e seus bolsos. Por meio da pregação de um evangelho antropocêntrico, despido da verdade bíblica, transformam Deus em mercadoria de bom preço. Estão dispostos a pôr o Senhor para trabalhar para você a um custo inicialmente baixo, mas, se feito um balanço, o custo será alto, não apenas financeiro, mas também quanto ao que de mais importante existe na vida – a perda de seu significado.

Outro dia, recebi um e-mail de uma pessoa que freqüenta uma igreja assim, ela estava desiludida, pois já havia gastado tudo o que tinha e nada conseguiu resolver de sua vida. Caiu no conto do “vigário”, desculpem-me, no conto do “pastor”!
A realidade é que as pessoas estão vazias não porque estejam desempregadas, com saldo devedor, com enfermidades, com a perda de um ente querido. Estão vazias porque o buraco dentro de suas vidas é do tamanho exato de Deus, o vazio é a perda de sentido na vida, de objetivo em viver.


Jesus disse “Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (João 10.10). Não é porque você entregou a vida a Jesus, que adquiriu a imunidade a vírus, bactérias, morte, perda de emprego, etc. Como nova criatura, você vive, não mais você, mas Cristo vive em você (Gálatas 2.20), ele é quem vai dar significado à sua vida, a visão de mundo agora é outra, os bens são meros acessórios, muitos deles dispensáveis, você vai buscar um estilo simples de viver, por isso é possível dizer “Em tudo dai graças” (I Tessalonicenses 5.18). Uma vida grata é uma vida cheia de sentido.

Texto do teólogo, educador e escritor
Lourenço Stelio Rega, extraído da Revista Eclésia.

Crescendo no Espírito

Podemos definir o termo “crescimento” como ato ou efeito de crescer. A palavra crescer fala de aumentar em volume, grandeza ou extensão. Aumentar em estatura ou altura. Aumentar em intensidade, força ou ímpeto. Aumentar em duração. Aumentar em número ou quantidade; multiplicar. Tornar-se mais longo. Nascer e desenvolver-se.
Assim, crescimento espiritual é algo que precisa acontecer na vida do cristão. Este crescimento espiritual tem que ser algo natural.

Textos bíblicos que falam de crescimento:
- “Antes, crescei...” – II Pedro 3:18.
- “Desejai ardentemente...” – I Pedro 2:2
- “Seguindo a verdade em amor, cresçamos...” – Efésios 4:15.
- “A vereda do justo...” – Provérbios 4:18.
- “Prosseguir em conhecer...” – Oséias 6:3
- “Esquecendo-me...” – Filipenses 3:13.

Observe que para o apóstolo Paulo o que importava era avançar – ele estava determinado a crescer mais e mais.
Quando lemos o texto de Oséias devemos entender que o “conhecer” não deve se resumir em possuir informações a respeito, mas ter intimidade que se evidencia na adoração, no estilo de vida e na lealdade a Deus.
Para crescer na vida espiritual o cristão precisa buscar experiências em Deus. Através das experiências com o agir de Deus em nossa vida, experimentamos crescimento. Em todas as áreas da vida a experiência é muito importante. Não se vive apenas de teoria.

Alguns textos que falam em experiências com Deus:

- “Provai e vede...” Salmos 34:8;
- “Fazei prova de mim...” Malaquias 3:10 e Mateus 7:8;
- “Aquele que me busca...” Jeremias 29:13.
- “Clama a mim...” Jeremias 33:3.
Outra coisa que o crente precisa fazer neste processo de buscar crescimento para sua vida espiritual é fazer “morrer” o seu “eu”.
Textos que falam sobre o assunto
- Em João 3:30 vemos que é necessário que “Cristo cresça em nós”.
- João l5:5 fala que precisamos de Cristo pois “sem Ele nada podemos”.
- Mateus l6:24 convida-nos a renunciarmos a nós mesmos.


Precisamos avançar. Para nós o que importa é crescer. Aquilo ou aqueles que não crescem, naturalmente atrofiam! Atrofiado lembra algo decadente, debilitado, enfraquecido e que não se desenvolveu. Infelizmente muitos cristãos vivem desta forma.
Precisamos estar atentos às muitas distrações ou tentações da vida. Quem está numa corrida não pode se distrair – Hebreus 12:1-2 e I Coríntios 9:24-25.
Os cuidados deste mundo. As preocupações com as riquezas e os desejos ímpios, são distrações e empecilhos ao crescimento espiritual.

É preciso esquecer-se das coisas que atrás ficam – Filipenses 3:14-14.

Vamos avançar, vamos crescer!

A Boca e o Coração

Conta-se que há muitos séculos, numa época em que os homens eram guiados por magos, adivinhos e astrólogos, um poderoso rei sonhou que havia perdido todos os seus dentes, um após o outro. Despertou desesperado e mandou chamar todos os sábios e adivinhos para que interpretassem o seu pesadelo.
Um a um eram chamados à presença do rei, que lhes contava o sonho.
- Que desgraça, meu rei! Cada dente caído representa a perda de um parente de vossa majestade! - exclamavam todos os adivinhos, pois chegavam sempre à mesma conclusão sobre o que significava aquele sonho.
O rei, enfurecido, mandou matar todos aqueles “sábios” que agouravam o seu reino. Até que não sobrou nem um sequer. Então chamou os seus servos e ordenou que encontrassem outro adivinho em qualquer lugar da terra que pudesse interpretar-lhe o sonho.

Passados alguns dias, encontraram um simples homem, que em terras distantes era visto como um homem de grande sabedoria, e levaram-no à presença do rei.
Este, após ouvir o rei contar-lhe o sonho, disse-lhe calmamente:
- O poderoso senhor! Viva para sempre, pois teus dias serão tão longos que nenhum dos teus parentes te verá morrer. É este, ó rei, o significado do seu sonho.
O semblante do rei iluminou-se num sorriso, e ele mandou dar metade do seu tesouro ao sábio peregrino. Quando o sábio saía do palácio, levando sua recompensa, um dos copeiros, admirados, lhe disse ao ouvido:
- Não é possível! A sua interpretação foi a mesma que os seus antecessores deram. Não entendo porque aos primeiros o rei mandou matar, e a você pagou com todas estas moedas de ouro.
- Lembre-se, meu amigo - respondeu o sábio - tudo depende da maneira que você fala! Você não precisa ofender ninguém.

A verdade pode ser comparada a uma pedra preciosa que você retira do seu tesouro: “O homem bom tira boas coisas do bom tesouro do seu coração, e o mau do mau tesouro tira coisas más” (Mateus 12:35). Você pode lançá-la contra uma pessoa, ferindo-a ou pode lapidá-la delicadamente e oferecê-la num anel. Certamente assim será aceita com mais facilidade e a pessoa, inclusive, irá agradecer-lhe a ajuda.

“Porque por tuas palavras serás justificado, e por tuas palavras será condenado” (Mateus 12:37).

Mais um Natal e muitos não sabem o seu Significado.

Estamos vivendo os dias de mais um Natal. O mundo, em quase sua totalidade, irá mais uma vez comemorar esta data.

Na Bíblia, o livro de Deus para o homem, não encontramos nenhuma passagem que, literalmente, especifica ou recomenda a comemoração desta data da forma como se faz hoje. Ali também não há menção de muitos símbolos que as pessoas usam para comemorar esta festa. Entretanto, o Natal, como sabemos, é a festa que celebra a vinda de Jesus Cristo ao mundo.

Muitos anos antes de Jesus nascer, os profetas já haviam anunciado o seu nascimento, informando como seria a vida de cada pessoa e do mundo, se aceitassem o Seu reinado. Setecentos anos antes de Jesus nascer, o profeta Isaías descreveu desta forma a sua vinda: “O povo que andava na escuridão viu uma forte luz: a luz brilhou sobre os que viviam nas trevas. Pois já nasceu uma criança, Deus nos mandou um menino que será nosso rei. Ele será chamado de “Conselheiro Maravilhoso”, “Deus Poderoso”, “Pai Eterno”, “Príncipe da Paz”. O espírito do Deus Eterno estará sobre ele e lhe dará sabedoria e conhecimento, capacidade e poder. Ele temerá ao Deus Eterno, conhecerá a sua vontade e terá prazer em obedecer-lhe. Ele não julgará pela aparência nem decidirá somente por ouvir dizer. Mas com justiça julgará os necessitados e defenderá os direitos dos pobres” (Isaías 9:1-5; 11:2-4).

Quanto à data, sabemos que não foi no dia 25 de dezembro que o Filho de Deus, nosso Salvador, o Senhor Jesus Cristo, nasceu. Sabemos também que esta data, segundo relatos históricos, era consagrada a uma divindade pagã e que posteriormente passou a ser usada para comemorar o nascimento de Cristo. Não negamos também que os símbolos do Natal que hoje conhecemos têm origem incerta, e que muitos vieram da crendice popular e pagã. Motivos pelos quais não os adotamos.

Entretanto, data, símbolos e outros ligados ao Natal não devem ser a nossa preocupação maior. Jesus é maior! Se nesta data ou não, o que importa é que ele veio. E isto pode ser comemorado. Embora nem todos saibam reconhecer isto, mas a vinda do Salvador ao mundo tem um grande significado para a humanidade. Em Cristo está a eterna salvação que Deus, gratuitamente oferece ao homem.

Natal é mais do que uma festa de presentes, comidas e bebidas. Natal nos faz lembrar o nascimento do Salvador, o Filho de Deus, Jesus Cristo, que é maior do que a própria festa. Deus espera que o homem entenda isto. “Quer comais, quer bebais, ou faças outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus” (I Coríntios 10:31).

Com Jesus Cristo em sua vida, comemore mais este Natal e seja feliz!

Ricardo Fabris

Existe maldição hereditária?

Quando navego pelo Orkut, observo que, nas comunidades evangélicas, jovens com posições firmes e bíblicas não são bem-vindos. Alguns internautas chegam a ridicularizá-los. Noto, ainda, que boa parte da juventude inicia respostas a questões fundamentais para a vida cristã da seguinte forma: “Eu acho que”, e não: “Na Bíblia está escrito que”. Isso é um sintoma perigoso.
Não se assuste com a minha contundência, pois, diferentemente do que tenho visto no Orkut, esta resposta será direta, objetiva e segundo a Palavra de Deus. Não a escrevi para agradar ou atacar pessoas. Pode ser até que alguns jovens apreciem a minha resposta, e outros a detestem. Contudo, a Bíblia vai continuar sendo a verdade, aconteça o que acontecer (1Pd 1.24-25).
Existe maldição hereditária? Não! Porém, esse falso ensinamento tem sido propagado como verdadeiro e seguido por crentes incapazes de exercer discernimento devido à falta de conhecimento bíblico. Trata-se da crença extrabíblica de que, além das doenças decorrentes de uma predisposição genética, males espirituais são transmitidos de avô para neto, de pai para filho, etc.

O evangelho de Cristo é simples: basta crer em Jesus, confessá-lo como Senhor (Rm 10.9-10), permanecer nEle (Mt 24.13 e 1Co 15.1-2) e viver em santificação (Hb 12.14), a fim de ser salvo e participar das bênçãos que acompanham a salvação (Hb 6.9). No entanto, há enganadores querendo complicar a simplicidade do evangelho (2Co 11.3-4). É como se dissessem: “Se podemos complicar, por que simplificar?”
Somente Cristo, por meio de sua graça, liberta o ser humano. Não são necessárias fórmulas e receitas para alguém se libertar de supostas maldições hereditárias. Mas alguém poderá argumentar: “Há passagens bíblicas, como Êxodo 20.5, que não deixam dúvidas quanto à existência da maldição heridária”. É mesmo? Não se apresse! Cada passagem da Bíblia deve ser analisada com base no contexto. Você sabe o que é isso, não sabe?

Bem, se acreditarmos que Êxodo 20.5 aplica-se a nós, teremos de admitir que fomos tirados do Egito, literalmente, nos dias de Moisés! Constate isso lendo agora os versículos 1 e 2. Esse mandamento e as punições extensivas às gerações dos seus infratores foram endereçados aos israelitas, e não a nós! Os mandamentos da Bíblia se dirigem a três povos (1Co 10.32), e não devemos interpretá-los a bel-prazer. É a Palavra de Deus que deve nos guiar (Sl 119.105).
Mas, sabe de uma coisa? Ainda que a passagem citada se aplicasse a nós, ela não apoiaria a maldição hereditária, posto que alude ao fato de os pecados dos pais levarem os filhos ao sofrimento, ao adotarem os seus hábitos e atitudes más. Apesar de Deus respeitar a individualidade (Ez 18.4 e Tg 1.14), o exemplo dos pais é preponderante na formação de uma pessoa (Ex 34.7 e Pv 22.6).

Os propagadores da maldição hereditáira costumam mesclar conceitos e metódos psicoterápicos com a Bíblia. No entanto, embora a psicologia tenha o seu valor como ciência, a chamada “psicoterapia cristã” é um jugo desigual (2Co 6.14). Quem cura o nosso íntimo, libertando-nos do passado, é o Senhor Jesus (Jo 8.32,36 e Lc 4.18). A psicologia é até útil, desde que não queiramos associá-la à obra do Espírito Santo.
Alguns defensores da heresia em análise têm afirmado que o simples fato de alguém ter recebido de seus pais um nome com significado negativo resulta em uma vida de derrota! Se alguém se chamar Maria das Dores, precisa quebrar essa maldição e se apresentar com outro nome! Quanta invencionice!
Se precisamos quebrar maldições de antepassados, para que serve a nossa santificação diária (Hb 12.14)? E os erros que cometemos, eles se devem a fatores hereditários? Por que a Bíblia diz: “Não mintais uns aos outros, pois que já vos despistes do velho homem com os seus feitos” (Cl 3.9)? Que culpa tenho eu se meu avô foi um mentiroso inveterado? Ora, tenho de lutar é contra a minha própria natureza (Hb 12.4 e Gl 5.17)!

Portanto, que tal seguir à Bíblia? Ela diz: “... nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus...”, Rm 8.1. E: “... se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”, 2Co 5.17.

Pastor Ciro Sanches Zibordi